sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mãos Dadas (Carlos Drummond de Andrade


Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade. O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário